A Mulher do Fluxo de Sangue

 Tema: A Mulher com o fluxo de sangue.

"E disse Jesus:Quem é que me tocou? (Lc 8:45)

Pedro, que estava com Jesus retrucou: " A multidão te aperta e te oprime e dizes: Quem é que me tocou? O que Pedro não entendia era que aquele toque era diferente, especial."Quem me tocou?" Enquanto os demais, movidos por curiosidade, superstição e pensamentos naturais "apertavam e oprimiam Jesus", a mulher, com firmeza e determinação, tocara o coração do Mestre.

Quem sofria com fluxo de sangue era considerado imundo. Não podia tocar nem ser tocado. Até mesmo objetos, perdiam o valor se tocados por um doente com fluxo, A impureza física era associada a moral e assim eram excluídos do convívio normal da sociedade (Lv 15).

Solidão e conflito

Tocar em Jesus?!Estás louca?!! Certamente esta seria a reação das pessoas se a mulher lhes contasse sua intenção. Ela ouviu falar de Jesus, de seus milagres, do seu amor pelas pessoas...Talvez tenha vibrado de alegria em um lugar solitário da casa : "Vou ficar curada!!Acabou meu sofrimento!!" O evangelho de Mateus relata: "Porque dizia consigo: Se eu tão somente tocar a sua veste, ficarei sã".Mt 9:21. Ela não podia compartilhar sua alegria! Ninguém a compreenderia!.

"Alguém me tocou, então a mulher não podendo ocultar-se, aproximou-se tremendo e, prostrando-se ante Ele declarou-lhe diante de todo o povo a causa por que lhe havia tocado" Lc 8:46.

O medo, sentimento de inferioridade e a vergonha ainda faziam parte de sua vida, mas, ao declarar perante todo o povo que tocara Jesus, vencera a si mesma e a multidão. Creio que antes de tocar Jesus, fora profundamente tocada por Ele. Durante o intervalo em que ouviu falar de Jesus até tocá-Lo, muitas coisas aconteceram na vida da mulher. Ela viveu um processo de cura interior que teria lhe concedido forças em meio a sua fraqueza. O milagre aconteceu porque haviam elementos sobrenaturais movendo os céus. Eram sua fé, arrependimento, determinação. Ela era diferente da multidão.

O Toque na OrlaEm seu encontro com a mulher com fluxo de sangue, as vestes de Jesus eram a de um Israelita obediente a Deus. É que no Livro de Números há uma orientação que deveria ser seguida por todo que desejasse ser santo e agradável a Deus: As vestes deveriam conter franjas nas bordas e um cordão azul. "e as franjas vos serão para que, vendo-as, vos lembreis de todos os mandamentos do Senhor, e os cumprais" Nm 15:39.

Foi exatamente na orla, parte mais significativa da roupa que ela segurou." No verbo Grego ela fez mais que tocar, ela agarrou, pegou " ( Gospel of Luke, pag 166). Ela agarrou o que era a representação do Divino, Celeste. Talvez tenha pensado que a pureza da veste lhe purificasse. Há quem diga que havia um misto de superstição e fé no gesto, um equívoco desfeito por Jesus ao falar-lhe : " filha, a tua fé te salvou".

Aprendendo com a Mulher do Fluxo de Sangue

Ela nos ensina que a fé precisa de uma ação. A Bíblia diz: "Sem fé é impossível agradar a Deus"(Hb 11:6) e outra vez diz: " A fé vem pelo ouvir e o ouvir pela Palavra de Deus" Rm 10:17. Ao praticar essas verdades são vencidos os medos, fracassos e tudo mais que porventura nos impediriam de chegar até Jesus. Ele sempre está disposto a transformar vidas, porém, como a multidão, muitas vidas não conseguem alcançar o milagre.

Existiam duas multidões nessa história: Uma próxima a Jesus e outra distante , representada pelos familiares, vizinhos, enfim, todos os que faziam parte do cotidiano da mulher. O que aprendemos? Essas multidões ainda são reais. Da mesma forma, religiosos, fariseus podem nos impedir de alcançar o Reino, também pessoas queridas. A mulher, no entanto tinha muita convicção. O livro de Romanos diz: "De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus " Rm 14:12. Somente nós poderemos tomar essa decisão.

Se você ainda não teve um encontro real com Jesus, lhe convido a fazer como esta mulher. Agarre, segure o Mestre e confesse a Ele tudo o que está em seu ser. Ele pode e quer lhe curar totalmente dando-lhe vida em abundância.

Estudo: 2 Apanhando Gravetos - Viúva de Sarepta

Sarepta era uma pequena cidade costeira fora das fronteiras de Israel, pertencia ao domínio de Sidon e era governada por pagãos. Por toda região, no reinado de Acabe, houve uma grande seca. Por três anos e seis meses nem uma gota sequer de água caiu do céu. Esta seca, fora predita pelo profeta Elias, que perseguido por corruptos governantes, se refugia junto ao ribeiro de Querite. Elias ficou em Querite, sendo sustentado pelos corvos até o riacho secar. Deus cuidou de Elias para que não morresse de fome, já que não podia andar livremente pela região, o lugar e as circunstâncias que vivia o profeta, eram incomuns. Ninguém sabia seu paradeiro, a não ser Deus.

Certo dia Elias acorda e não vê corvos, nem comida, nem água. O riacho havia secado. Ele precisava partir, algo novo lhe esperava. Quem ordena que o riacho seque é o próprio Deus que lhe aponta um novo caminho, nova direção: "Levanta-te, vai para Sarepta, que é de Sidom, e habita ali; eis que eu ordenei ali a uma viúva que te sustente" I Rs 17:9.

Quando "o riacho" seca, é hora de recomeço. Chegando a Sarepta, a porta da cidade, está uma viúva, apanhando gravetos. Não era lenha, eram gravetos. Lenha é para fogo alto. Gravetos, para pequeninas chamas, que rapidamente se tornam em brasa, sinal de pouca comida. Elias, cansado da viagem, cumprimenta a mulher e lhe pede um pouco de água e também pão: "Não tenho comida em casa, só um punhado de farinha e um pouco de azeite, vês, só peguei dois gravetos, vou prepará-lo para mim e meu filho para que comamos e morramos" I Rs 17:12

A reação de Elias, diante da confissão da viúva, é inusitada. Ele pede que o alimento seja dado primeiramente para ele, assim Deus multiplicaria o azeite e a farinha até a chegada da chuva. Sem questionar, a mulher obedece e a Palavra do Senhor se cumpre, dando-lhe fartura de víveres.

Os Gravetos:

A viúva de Sarepta não entregou apenas as primícias da refeição para Deus, mas tudo que tinha. Os gravetos se multiplicaram em sua casa. A noticia se espalhou e logo vieram pedintes. Muitas outras pessoas foram alimentadas. Ali estava, uma viúva solitária, em território pagão, falando do Deus de Israel e de suas maravilhas. E ela nem era do povo escolhido! Jesus, disse que muitas viúvas havia em Israel na época da grande fome, mas apenas a uma das viúvas, foi enviada providência. Lc 4:25.

 

A fé de uma gentia moveu o coração de Deus. Israel era tão populoso, uma vida, representa uma porta tão estreita... Onde estariam os judeus? Adorando a Baal? Se curvando a Jezabel, Acabe? Esperando que estes lhes trouxessem chuva? Estariam murmurando? Ao contemplar essa passagem Bíblica, temo pela Igreja. Teríamos a mesma fé da mulher que atraiu Elias até Sarepta? Estaria a igreja hoje como os judeus da época de Elias?

 No apanhar dos gravetos, a viúva de Sarepta, teve um encontro com o Deus de Israel, a quem ela buscava e temia. Sua vida estava por um fio, se Elias não tivesse chegado, a morte a alcançaria. Como está sua vida? Chegou ao limite dos gravetos? Entregue os poucos que lhe restam para Deus, confie e Ele lhe dará vida, em abundância. Não entregue sob medida, mas por inteiro. Saiba que para Deus, não existe distância, barreira ou circunstância, tudo que Ele quer é um coração que lhe adore, com todas as forças. Ele mesmo removera "a fome", multiplicará "o azeite e a farinha".

 Estudo 3: A Ressurreição de Lazaro

 Na cidade de Betânia um acontecimento reúne dezenas de pessoas. Lázaro, irmão de Marta e Maria, após dias de sofrimento, morre. Um mal repentino acometeu o amigo amado de Jesus em um momento em que Este estava a três quilômetros de distância, em Jerusalém.

 Tão logo as irmãs de Lázaro percebem a gravidade do estado de saúde do irmão, enviam um mensageiro até Jesus. Marta e Maria acreditam que Jesus virá correndo para salvar Lázaro da morte. As irmãs se revezam nas idas e vindas à porta, olham para o caminho, na esperança de saudarem Jesus e festejarem a cura de Lázaro. Não dormem a noite, somente oram para que Jesus chegue a tempo, o que não acontece. Ficam frustradas, teria Ele esquecido? Abandonado os amigos?

 A vontade de Marta e Maria é de que Jesus esteja em Betânia, a dos discípulos, de que Jesus não saia de Jerusalém, porque os judeus procuram matá-lo. Discípulos amedrontados, amigos desolados, e Jesus convicto da direção de Deus. Após receber o aviso da doença de Lázaro, permanece ainda por dois dias em Jerusalém.

 Mesmo distante, Jesus sente quando Lázaro da o último suspiro, ao que diz: "Lázaro, o nosso amigo dorme, mas vou desperta-lo do sono" Jo 11:11. Testemunhas de vários milagres de ressurreição, os discípulos não entendem a declaração de Jesus, sobre o sono de Lázaro: "Então Jesus disse-lhes claramente: "Lázaro está morto; e folgo por amor de vós, de que eu lá não estivesse, para que acrediteis, mas vamos ter com ele" Jo: 14-15".

 Impressiona-me o fato de ninguém cogitar a ressurreição de Lázaro. Em Betânia, Jesus tenta "arrancar" alguma declaração de fé, mas tudo que ouve são reclamações, lamento, choro. É como se Ele não estivesse presente. Jesus chorou (Jo 11:35) . Sempre imaginei Jesus chorando silenciosamente, quase discretamente, seu olhar fixo no túmulo de Lázaro, sua face e seus lábios imóveis. Mas não. Jesus chorou alto. Como? Isso mesmo, todos ouviram a voz de Jesus em seu choro profundo.

 "Jesus moveu-se muito em espírito e pertubou-se" (v 33 e 38). Movendo-se embrimaomai; Strong 1690: derivado de em, "em", e brime, "força". A palavra é usada para exprimir irritação, para indicar uma fala ou ação com sentimento profundo e para repreensão severa.

 Como poderia Ele mover-se com força e irritação e chorar mansamente? Ele se compadece do sofrimento das irmãs, da comoção dos judeus ali presentes! Jesus brada com muita força para que a morte deixe Lázaro! E é justamente isso que diz o texto Bíblico: "Clamou com grande voz: Lázaro, sai para fora" Jo 11:43. Aquele lugar estremece, é sacudido pela unção que quebra o jugo da morte, do seu amigo, amado. Aleluia!

 A passagem Bíblica de João 11 é rica em lições, tantas que renderiam um livro, mas quero me ater ao fato de Jesus ressuscitar Lázaro, estando este quatro dias na sepultura.

sábado 02 outubro 2010 05:36 , em Estudos Bíblicos



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